Isso, sim, funciona!
Tratamentos, terapias e atitudes que têm ação comprovada sobre o funcionamento do cérebro e nosso bem-estar
Imagem: Ingo Fast
A recomendação geral para quem quer manter seu cérebro em forma é... usá-lo! Ao contrário de um computador, que só faz piorar com o uso, cérebros bem usados são os mais saudáveis e capazes. Leia muito (ler exige o uso de todo o seu banco de dados, mais capacidade de raciocínio e projeção para o futuro), aprenda coisas novas, cultive seus relacionamentos, descubra o que lhe dá prazer, durma bem e bastante, exercite-se fisicamente.
E se você achar que precisa de algum cuidado especial para manter a saúde do seu cérebro, há vários tratamentos comprovados, alguns listados abaixo. Mas atenção, leitor: as observações a seguir, embora baseadas na literatura neurocientífica recente, NÃO são recomendações de tratamento. Procure um psicoterapeuta profissional habilitado ou um médico se você acha que precisa de ajuda.
1. Atitudes positivas
Pensamentos positivos são ótimos por nos deixarem mais otimistas - e com o otimismo vem a motivação e a chance de tomar atitudes positivas. Fé na medida certa também promove o otimismo faz bem - desde que você não perca a sensação de controle sobre sua própria vida e não abandone a ação.
2. Psicoterapia
Colocar o problema em palavras nem sempre é trivial, e a psicanálise é um instrumento excelente de auto-conhecimento. Escrever para si mesmo também dá resultados comprovados. Cuidado, no entanto, para não exagerar: estudos recentes mostram que remoer mágoas passadas em excesso acaba sendo nocivo à saúde do cérebro e do resto do corpo.
Outras formas de psicoterapia, como a cognitiva e a comportamental, são maneiras comprovadamente eficazes de modificar o cérebro, tanto em sua química quanto em seu funcionamento. Há mais de 10 anos que mais e mais estudos comprovam que, quando um tratamento funciona - seja ele químico, psicológico ou combinado - é porque o cérebro sofreu mudanças com ele.
É preciso, no entanto, saber procurar o tratamento apropriado. Esquizofrenia e dependência química não respondem à psicanálise; vários transtornos de ansiedade podem ser gerenciados muito bem com psicoterapia, mas a combinação com medicamentos pode ser altamente recomendável. Consulte um médico psiquiatra para fazer uma avaliação, se for o caso.
3. Farmacoterapia
Se o funcionamento do cérebro depende de suas substâncias químicas, seus distúrbios também podem envolver alterações químicas - que podem, portanto, ser corrigidas ou compensadas com outras substâncias químicas. Esta é a base da farmacoterapia, ou tratamento com medicamentos. Sim, todo medicamento tem efeitos colaterais; por isso devem ser feitos somente sob recomendação médica.
4. Meditação
Eis uma maneira comprovada de aumentar o poder de concentração do cérebro e o bem-estar, e ainda reduzir a resposta ao estresse. Ténicas de relaxamento e respiração profunda também são eficazes no controle do estresse, por aumentarem a atividade do sistema nervoso parassimpático, que reduz a tensão do corpo.
5. Acupuntura
Que ela melhora o bem-estar, de fato melhora - e modifica a atividade do córtex da ínsula, responsável por monitorar o estado de funcionamento do corpo, incluindo nossas dores e mal-estares. Os estudos sobre as bases cerebrais do funcionamento da acupuntura estão apenas começando, mas o prognóstico é favorável...
6. Massagem
A massagem terapêutica é uma maneira comprovada de acalmar o cérebro: relaxa os músculos, ativa o córtex da ínsula, reduz a resposta ao estresse e reduz a agressividade.
7. Exercícios físicos
Eles emagrecem, aumentam o tônus muscular, dão prazer e motivação, melhoram a memória e o aprendizado, reduzem a resposta ao estresse, aumentam a saúde cárdio-vascular, combatem a depressão e ainda protegem o cérebro contra distúrbios do humor. Precisa dizer mais?


