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Sunday
Jul182010

Quando o cérebro perde a perspectiva: rampas magnéticas

Dê uma olhada no vídeo abaixo: são quatro rampas ascendentes que levam a uma plataforma elevada, para a qual bolinhas de madeira colocadas na base de cada rampa... sobem, sozinhas, como que atraídas por magnetismo. Como pode?

Esta construção do matemático japonês Koikichi Sugihara, que ganhou o prêmio de melhor ilusão construída em 2010, é um exemplo do que acontece quando seu cérebro perde a noção de perspectiva dada pelos dois olhos. Vista por um só (o olho da câmera), ela parece ter o pilar central mais longo do que os demais (por causa da sua inclinação, que lhe dá uma superfície maior, embora ele seja baixo). Portanto, "o pilar central deve ser o mais elevado", conclui logicamente seu cérebro, com base em suas experiências anteriores do mundo. A ilusão é consequência dessa conclusão errada do cérebro na falta de perspectiva: a plataforma, na verdade abaixo das rampas, parece estar acima delas.

Quer construir uma ilusão semelhante você mesmo? Veja aqui no Cérebro Nosso como fazer o Kãodel, nosso cachorro 3D que, visto por um olho só (ou pela câmera), "move" a cabeça seguindo seus movimentos!

Friday
Apr232010

Battle of the Brains

Como pode ser definida a inteligência? Há algum modo eficaz de medi-la? Podemos resumir esse conceito tão abstrato a um simples número como fazem os testes de QI?

Este documentário baseia-se nestas e em outras perguntas relativas à inteligência para criar uma divertida competição entre sete pessoas. Os sete escolhidos são experts em suas diferentes áreas: uma artista, um físico quântico, uma dramaturga, um piloto de jatos, um prodígio musical, um negociador de Wall Street e uma super campeã de xadrez. Qual deles será o mais inteligente?!

Em suas diferentes áreas de atuação as pessoas usam tipos de habilidades distintos, que podem ser consideradas como parte da inteligência: como criatividade, memória, lógica, etc.

Seria então a teoria de Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner, a mais correta base para analisar quem é mais inteligente?

Em meio à discussão de pesquisadores, às opiniões pessoais dos participantes e ao desenrolar de diversos testes, dos mais clássicos como o velho conhecido teste de QI, aos mais irreverentes como o teste de “quantas utilidades você pode imaginar para uma meia”, nos divertimos e refletimos sobre esse delicado e controverso assunto: a inteligência. (SAC, 23/04/2010)

Monday
Mar152010

O cérebro em sete passos

A Discover Magazine traz uma galeria de imagens lindíssimas de neurônios, a cérebros inteiros - com suas conexões - passando pelo fotogênico cerebelo. Acompanhando as imagens há sete passos básicos para se construir um cérebro humano, baseando-se na idéia de que entendemos melhor as máquinas quando montamos uma sozinhos (o material você já tem!).  

 

 

 

Apenas em inglês.

Tuesday
Mar022010

O potencial do cérebro

Ao descobrir que havia sofrido um “derrame”, Jill Taylor (neurocientista de Havard) acompanhou a deterioração de seu cérebro e a perda das funções de seu hemisfério esquerdo em questão de horas. Durante a lenta e gradual recuperação deste estado ela começou a desenvolver as capacidades de seu hemisfério direito muito além do que a maioria das pessoas fazem, além de descobrir o incrível poder de recuperação que o cérebro possui.

Jill relatou suas experiências no best-seller “A cientista que curou o próprio cérebro” e nesta entrevista (vídeo abaixo) ela fala de sua extraordinária recuperação e sobre o potencial do cérebro humano. (SAC,02/03/10)

Thursday
Feb252010

Meu dente agora também é uma orelha 

         Beethoven compôs sua obra mais popular, a Nona Sinfonia, surdo. Diz a história que ele colocava sua batuta na boca, prendendo-a entre os dentes, e a encostava no piano para que ela conduzisse o som ao interior de seus ouvidos, já que seus tímpanos não eram mais capazes de fazê-lo ouvir.

         Sem saber que estava usando seus ossos do crânio para conduzir as vibrações do som até a orelha interna (pois Beethoven, como hoje se sabe, sofria de uma calcificação das cartilagens da orelha média, que impedia que os ossículos vibrassem), ele pôde continuar a ouvir e a compor. Sabendo perfeitamente disso, uma empresa da Califórnia colocou em testes um novo aparelho para pessoas que sofrem de surdez devido a problemas nas orelhas externa ou média, como Beethoven.

         O sistema, com o nome bem-humorado e ilustrativo de SoundBite (“mordida sonora”), consiste em um microfone colocado no canal auditivo, um pequeno processador e transmissor colocados atrás da orelha comprometida e um dispositivo quase imperceptível feito sob medida para encaixar em um dente (veja a foto). Esse dispositivo no dente recebe por ondas de rádio o som captado e processado pelo microfone, e produz vibrações imperceptíveis à boca que chegam, através dos dentes e ossos, a ambas as cócleas – o órgão auditivo no interior dos ouvidos.

         O SoundBite tem a vantagem em relação a outros aparelhos para surdez de dispensar cirurgias. O dispositivo na boca não requer modificações aos dentes, pois é apenas encaixado, e pode ser facilmente retirado. O captador dentro do canal auditivo se aproveita da anatomia do pavilhão auricular, conduzindo o som exatamente como antes. E a vantagem principal em relação à batuta de Beethoven é que você não precisa encostar em tudo o que quiser ouvir.